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segunda-feira, 16 de outubro de 2023
domingo, 1 de outubro de 2023
Aprendizagem Autodirigida: O Papel do Design Instrucional
Aprendizagem Autodirigida: Uma Perspectiva Atual
A aprendizagem autodirigida, também conhecida como autogerida, é um conceito que remonta às décadas de 1960 e 1980, ganhando destaque com o avanço das tecnologias de informação. Essa abordagem coloca o aprendiz no centro do processo de aprendizagem, enfatizando a autonomia e liberdade na busca pelo conhecimento.
De acordo com Costa & Zancul (2020), a autonomia na aprendizagem é a capacidade de se governar, de dirigir o próprio aprendizado. Isso está intrinsecamente ligado à capacidade de explorar, questionar e buscar respostas de forma independente. Portanto, ao considerarmos a aprendizagem autodirigida, devemos abordar tanto o aprendente quanto o docente, este último desempenhando um papel fundamental ao planejar e sinalizar o caminho para o aprendiz percorrer.
Aprendizagem Profunda Versus Aprendizagem Superficial
A qualidade da aprendizagem é crucial na educação autodirigida. A aprendizagem profunda está associada à capacidade de analisar, interpretar, inquirir, comparar, avaliar e produzir conhecimento (Ruhalahti & Aarnio, 2018). É uma aprendizagem que vai além da mera retenção de informações, conectando-se a conhecimentos prévios de forma significativa.
Nesse contexto, o papel dos educadores é fundamental. O Designer Instrucional (DI) desempenha um papel central na elaboração e gestão de programas de aprendizagem autodirigida. Utilizando modelos como o ADDIE (Silva et al., s.d), o DI organiza atividades de forma sistemática, considerando tanto o contexto institucional quanto o conhecimento prévio dos aprendizes.
Vantagens e Desvantagens da Aprendizagem Autodirigida
A aprendizagem autodirigida oferece vantagens como flexibilidade, permitindo que os aprendizes planejem, desenvolvam e adaptem a construção do aprendizado conforme sua conveniência. Além disso, promove uma abordagem não linear ao conhecimento, possibilitando conexões entre informações e tempos flexíveis de acesso (Rita et al., 2016).
Entretanto, é necessário cuidado na implementação, pois uma falha na gestão pode comprometer todo o processo. A falta de tutoria direta demanda um planejamento preciso e uma estrutura institucional flexível para garantir o sucesso da abordagem (Costa & Zancul, 2020).
Experiência Brasileira: Escola Virtual de Governo (EV.G)
A Escola Virtual de Governo (EV.G) é um exemplo brasileiro de aplicação da aprendizagem autodirigida. Oferecendo uma ampla gama de cursos gratuitos e sem tutoria, a EV.G atende a demandas específicas de formação para servidores públicos, abrangendo temas variados, desde legislação até gestão de pessoas.
Com milhões de certificados emitidos e um catálogo extenso de cursos, a EV.G demonstra a relevância e eficácia da abordagem autoinstrucional na formação de profissionais do setor público (Escola Virtual de Governo, dados disponíveis em https://emnumeros.escolavirtual.gov.br/).
Conclusão
A aprendizagem autodirigida é uma abordagem valiosa que valoriza a autonomia do aprendiz. O Design Instrucional desempenha um papel crucial na concepção e gestão de programas autoinstrucionais, permitindo uma educação mais flexível e significativa. Experiências como a EV.G mostram que essa abordagem pode ser eficaz, proporcionando uma formação qualificada e acessível para profissionais.
Referências Bibliográficas
Costa, S. da silva, & Zancul, M. de S. (2020). Metodologias Ativas de Aprendizagem para o Ensino de Ciências possibilidades e limitações no debate do tema saúde. https://doi.org/10.34117/bjdv6n8-048
Escola Virtual de Governo (EV.G) em Números. Disponível em: https://emnumeros.escolavirtual.gov.br/
Rita, de C. dos S. L., Gomes, A. T., & Rendeiro, M. M. P. (2016). Mapas de aprendizagem: Tutoriais inteligentes como possibilidade de aprendizagem autodirigida. anais_cbis_2016_artigos_completos.
Ruhalahti, S., & Aarnio, H. (2018). Self-paced and dialogical knowledge creation for promoting deep learning: The pilot case in Teacher Education. Revista Ibero-Americana de Estudos Em Educação, 291–303. https://doi.org/10.21723/riaee.nesp1.v13.2018.11386
Silva, D. E., Sobrinho, M. C., & Valentim, N. (s.d.). Utilizando o Modelo ADDIE para o Desenvolvimento e Avaliação de um Processo Educacional Inspirado na Educação 4.0. encurtador.com.br/AGWY3
Pensamento Computacional: Desvendando a Demanda na Educação Atual
Por Evaldo Sant Ana de Almeida
Este artigo busca apresentar o Pensamento Computacional como uma abordagem derivada da ciência da computação, mas distinta dela. Explorando conceitos fundamentais da computação, destacamos a
demanda natural dos profissionais que lidam com programação. Analisamos a necessidade de abstração,
visão analítica dos problemas e a habilidade de reescrevê-los de forma clara. Essa abordagem, centrada na decomposição e estruturação lógica das soluções, representa o cerne do Pensamento Computacional. Discutimos os pilares dessa metodologia e suas aplicações educacionais, bem como as vantagens consideráveis de sua utilização, levando em conta as demandas da educação contemporânea. Finalmente, sugerimos a continuidade da pesquisa, buscando a percepção dos docentes sobre a aplicabilidade dessa abordagem em suas áreas específicas.
Para começo de conversa
Conceitos Fundamentais
Cálculo
Linguagem de Programação
Algoritmo
O Pensamento Computacional
O ConceitoPilares do Pensamento Computacional
Aplicações e Implicações do Pensamento Computacional
Finalmente
Referências Bibliográficas
Artecona, F., Bonetti, E., Darino, C., Mello, F., Rosá, M., & Scópise, M. (2015). Pensamiento computacional un aporte para la educación de hoy. Montevideo: Gurises Unidos. Balanskat, A., & Engelhardt, K. (2015). Computing our future. Brussels: European Schoolnet. Bertolini, C., Parreira, F. J., Cunha, G. B. da, & Macedo, R. T. (2019). Linguagem de programação I. Recuperado de http://repositorio.ufsm.br/handle/1/18352 Grover, S., & Pea, R. (2013). Computational Thinking in K–12: A Review of the State of the Field. Educational Researcher, 42(1), 38–43. https://doi.org/10.3102/0013189X12463051 Liukas, L. (2015). Hello Ruby: Adventures in coding. New York: Feiwel and Friends. Nascentes, A. (1955). Dicionário etimológico da língua portugêsa. Rio de Janeiro. Rodriguez, C., Zem-Lopes, A. M., Marques, L., & Isotani, S. (2015). Pensamento Computacional: Transformando ideias em jogos digitais usando o Scratch. Anais do Workshop de Informática na Escola, 21(1), 62–71. https://doi.org/10.5753/cbie.wie.2015.62 What is computational thinking? - Introduction to computational thinking - KS3 Computer Science Revision. ([s.d.]). Recuperado 12 de junho de 2022, de BBC Bitesize website: https://www.bbc.co.uk/bitesize/guides/zp92mp3/revision/1 Wing, J. (2016). Pensamento computacional. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, 9(2). https://doi.org/10.3895/rbect.v9n2.4711 Imagens sugeridas: Ilustração de uma máquina abstrata, representando o conceito de computador. Padrões geométricos simbolizando o reconhecimento de padrões no Pensamento Computacional. Ícones abstratos representando abstração e decomposição de problemas. Algoritmo: Fluxograma visual mostrando a sequência de passos na resolução de um problema. Professor com alunos em sala de aula, destacando a aplicação do Pensamento Computacional na educação.sábado, 30 de setembro de 2023
O Pensamento Computacional na Educação
O Pensamento computacional na BNCC
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece diretrizes educacionais importantes para a formação dos estudantes no Brasil. Dentre as competências gerais, destaca-se a habilidade de compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica e ética, resolvendo problemas e exercendo protagonismo na vida pessoal e coletiva (Brasil, 2018, p. 9). Essa perspectiva ressalta a importância do Pensamento Computacional, uma competência-chave que vai além da matemática e está intrinsecamente ligada à ciência da computação (Paiva, 2022).
Crianças e computadores
O Pensamento Computacional, inicialmente proposto por Seymour Papert, relaciona-se à capacidade de sistematizar e ordenar conhecimento, representando-o em formato computável (Pasqual Júnior, 2020). Jeannet Wing ampliou essa ideia, argumentando que essa competência é crucial não apenas para os profissionais de computação, mas para todos, pois envolve a resolução de problemas, o design de sistemas e a compreensão do comportamento humano (Wing, 2006, p. 1).
Fundamentos do Pensamento computacional
Para compreender melhor o Pensamento Computacional, Wing (2006) o estrutura em quatro elementos fundamentais: decomposição, identificação de padrões, abstração e algoritmo. Esses elementos fornecem uma visão abrangente de como essa habilidade pode ser aplicada para resolver problemas cotidianos, indo além da mera programação de computadores.
Pensamento computacional sem computador?
No contexto educacional, a Computação Desplugada emerge como uma solução para superar as barreiras tecnológicas. Como destaca Paiva (2022, p. 8), essa abordagem torna o ensino de Pensamento Computacional acessível a todos, requerendo apenas criatividade e boa vontade. É possível ensinar essa competência por meio de atividades com lápis e papel, jogos e recursos de programação em blocos, sem depender estritamente de dispositivos tecnológicos (Pasqual Júnior, 2020, p. 56). Apesar do avanço nessa área, é evidente a necessidade de mais pesquisas empíricas, especialmente no contexto escolar primário, para explorar o potencial da computação desplugada no desenvolvimento do Pensamento Computacional (Brackmann, 2017).
A inclusão do Pensamento Computacional na BNCC representa um passo fundamental para a formação de indivíduos aptos a enfrentar os desafios do mundo moderno, alinhando-se ao desenvolvimento tecnológico e à busca por soluções criativas e éticas para os problemas contemporâneos. Nesse sentido, educadores e pesquisadores têm um papel vital em promover estratégias que permitam a ampla assimilação dessa competência, alinhada a um ensino inclusivo e acessível.
Referências Bibliográficas:
Brackmann, C. R. (2017). Pensamento Computacional na Educação Básica: Uma Revisão Sistemática. Disponível em: [https://doi.org/10.5753/cbie.wcbie.2017.982.].
Brasil. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: [http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase]/.
Paiva, S. do R. de. (2022). Guia de Implementação de Pensamento Computacional para o ensino básico. Editora ciência moderna.
Pasqual Júnior, V. (2020). Pensamento Computacional na Educação: Abordagens e Aplicações. Disponível em: [Inserir aqui o link da referência].
Wing, J. (2006). Computational Thinking. Communications of the ACM, 49(3), 33-35. Disponível em: [https://doi.org/10.1145/1118178.1118215.].
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
Filosofia para crianças
Filosofia para Crianças: Fomentando o Pensamento Crítico desde a Infância
Novelas Filosóficas e Manuais
Idade: 5-6 anos
Série Escolar: Pré-escola
Temas: Comunidade de investigação filosófica
Manual: Colocando juntos nossos pensamentos
Issao e Guga
Ano de Publicação: 1982/86
Idade: 7-8 anos
Série Escolar: 1ª e 2ª séries
Temas: Filosofia da natureza
Manual: Maravilhando-se com o mundo
Pimpa
Ano de Publicação: 1981
Idade: 9-10 anos
Série Escolar: 3ª e 4ª séries
Temas: Filosofia da linguagem/ontologia
Manual: Em busca do sentido
Nous
Ano de Publicação: 1996
Idade: 11-12 anos
Série Escolar: 3ª e 4ª séries
Temas: Formação ética
Português:
Filosofia na Escola
- Este site brasileiro oferece materiais e ideias para incorporar a filosofia na educação básica. Contém atividades e estratégias para envolver as crianças no pensamento filosófico.
- Filosofia na Escola
- O Portal do Professor disponibiliza uma seção dedicada à "Filosofia para Crianças", oferecendo sugestões de aulas e atividades filosóficas adaptadas para o público infantil.
- Filosofia para Crianças no Portal do Professor
Inglês:
Philosophy for Kids- Este site oferece recursos e atividades projetados especificamente para introduzir conceitos filosóficos para crianças de uma forma divertida e interativa.
- Philosophy for Kids
- P4C é uma organização internacional que se dedica a promover a filosofia para crianças. Seu site oferece recursos e informações valiosas sobre essa abordagem educacional.
- P4C - Philosophy for Children
Espanhol:
Filosofía para Niños
- Este site oferece uma introdução à filosofia para crianças, incluindo materiais educacionais e informações sobre como implementar a filosofia na educação infantil.
- Filosofía para Niños
- Aprender a Pensar é uma organização que promove a filosofia para crianças em vários países de língua espanhola. Seu site oferece recursos e informações sobre a implementação dessa abordagem na educação infantil.
- Aprender a Pensar - Filosofía para Niños
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
Sala de Aula Invertida: Transformando o Ensino Tradicional
Sala de Aula Invertida
A Sala de Aula Invertida é uma metodologia ativa que vem ganhando espaço no campo educacional, representando uma abordagem inovadora para o processo de ensino-aprendizagem. Neste artigo, exploraremos essa metodologia, abordando sua definição, seus requisitos para implementação e os desafios que apresenta aos professores. Além disso, discutiremos como a Sala de Aula Invertida pode ser uma oportunidade de transformação no ensino tradicional.
O Conceito da Sala de Aula Invertida
A Sala de Aula Invertida redefine o tradicional modelo de ensino, alterando tanto o tempo quanto o espaço das atividades de aprendizagem. Nessa abordagem, o primeiro contato com novos conceitos ocorre individualmente, fora da sala de aula, por meio de material estruturado, como vídeos. O tempo em sala de aula é então dedicado à aplicação, síntese e criatividade, com a orientação ativa do professor.
Requisitos Essenciais
Para implementar a Sala de Aula Invertida, é fundamental que o docente crie material claro, desafiador e de qualidade, que possibilite aos alunos uma compreensão aprofundada do conteúdo. Além disso, a capacidade de utilizar eficazmente as tecnologias disponíveis e a criação de variedade instrumental de avaliação são requisitos essenciais para o sucesso dessa abordagem.
Desafios para os Docentes
A implementação da Sala de Aula Invertida traz consigo desafios significativos para os professores. Além da necessidade de sensibilização para perceber o potencial transformador dessa metodologia, os docentes devem adquirir habilidades técnicas para criar e curar materiais de ensino, como vídeos, podcasts e infográficos, além de desenvolver instrumentos de avaliação adaptados a essa nova abordagem.
Considerações Finais
A Sala de Aula Invertida oferece uma oportunidade valiosa de transformação no ensino, possibilitando uma maior interação entre professores e alunos, promovendo a compreensão aprofundada dos conceitos e estimulando a criatividade. No entanto, essa transformação demanda esforço, aprendizado contínuo e a compreensão da importância da capacitação técnica e da sensibilização para o potencial transformador da metodologia.
Este artigo explorou a Sala de Aula Invertida, uma metodologia que desafia os métodos tradicionais de ensino, incentivando uma aprendizagem mais ativa e participativa. Ao considerar os requisitos e desafios, os educadores podem efetivamente implementar essa abordagem inovadora, promovendo uma educação mais envolvente e eficaz para os alunos.
Referências Bibliográficas
Bergmann, J., & Sams, A. (2019). Sala de aula invertida: Uma metodologia ativa de aprendizagem (1o ed). LTC.
Buesa, N. Y. (2023). A sala de aula invertida ou flipped classroom ([e-book]). Must University.
Campos, R., & Junior, C. F. D. A. (2020, dezembro 16). O tutor youtuber e o uso da sala de aula invertida na promoção da autonomia dos estudantes na modalidade EAD. Apresentações Trabalhos Científicos. 26o CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância. https://doi.org/10.17143/ciaed.XXVICIAED.2020.52928
Mattar, J. (2017). Metodologias ativas para educação presencial, blended e a distância (1o ed). Artesanato Educacional.
Rimkus, C. M. F. (2020, dezembro 17). Sala de aula invertida: Relato de uma experiência. Apresentações Trabalhos Científicos. 26o CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância. https://doi.org/10.17143/ciaed.XXVICIAED.2020.52295
Talbert, R. (2019). Guia para utilização da aprendizagem invertida no ensino superior (1o ed). Penso.
quarta-feira, 27 de setembro de 2023
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