sábado, 30 de setembro de 2023

O Pensamento Computacional na Educação

Este texto pretende apresentar de forma simplificada o que é o Pensamento computacional. Sem tratar dos pormenores que consistem na riqueza da abordagem, a intenção é apenas notar que a BNCC contempla aspectos da aprendizagem que estão perfeitamente alinhadas com esta abordagem.



O Pensamento computacional na BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece diretrizes educacionais importantes para a formação dos estudantes no Brasil. Dentre as competências gerais, destaca-se a habilidade de compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica e ética, resolvendo problemas e exercendo protagonismo na vida pessoal e coletiva (Brasil, 2018, p. 9). Essa perspectiva ressalta a importância do Pensamento Computacional, uma competência-chave que vai além da matemática e está intrinsecamente ligada à ciência da computação (Paiva, 2022).

Crianças e computadores

O Pensamento Computacional, inicialmente proposto por Seymour Papert, relaciona-se à capacidade de sistematizar e ordenar conhecimento, representando-o em formato computável (Pasqual Júnior, 2020). Jeannet Wing ampliou essa ideia, argumentando que essa competência é crucial não apenas para os profissionais de computação, mas para todos, pois envolve a resolução de problemas, o design de sistemas e a compreensão do comportamento humano (Wing, 2006, p. 1).


Fundamentos do Pensamento computacional

Para compreender melhor o Pensamento Computacional, Wing (2006) o estrutura em quatro elementos fundamentais: decomposição, identificação de padrões, abstração e algoritmo. Esses elementos fornecem uma visão abrangente de como essa habilidade pode ser aplicada para resolver problemas cotidianos, indo além da mera programação de computadores.


Pensamento computacional sem computador?

No contexto educacional, a Computação Desplugada emerge como uma solução para superar as barreiras tecnológicas. Como destaca Paiva (2022, p. 8), essa abordagem torna o ensino de Pensamento Computacional acessível a todos, requerendo apenas criatividade e boa vontade. É possível ensinar essa competência por meio de atividades com lápis e papel, jogos e recursos de programação em blocos, sem depender estritamente de dispositivos tecnológicos (Pasqual Júnior, 2020, p. 56). Apesar do avanço nessa área, é evidente a necessidade de mais pesquisas empíricas, especialmente no contexto escolar primário, para explorar o potencial da computação desplugada no desenvolvimento do Pensamento Computacional (Brackmann, 2017).


A inclusão do Pensamento Computacional na BNCC representa um passo fundamental para a formação de indivíduos aptos a enfrentar os desafios do mundo moderno, alinhando-se ao desenvolvimento tecnológico e à busca por soluções criativas e éticas para os problemas contemporâneos. Nesse sentido, educadores e pesquisadores têm um papel vital em promover estratégias que permitam a ampla assimilação dessa competência, alinhada a um ensino inclusivo e acessível.


Referências Bibliográficas:

Brackmann, C. R. (2017). Pensamento Computacional na Educação Básica: Uma Revisão Sistemática. Disponível em: [https://doi.org/10.5753/cbie.wcbie.2017.982.].

Brasil. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: [http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase]/.

Paiva, S. do R. de. (2022). Guia de Implementação de Pensamento Computacional para o ensino básico. Editora ciência moderna.

Pasqual Júnior, V. (2020). Pensamento Computacional na Educação: Abordagens e Aplicações. Disponível em: [Inserir aqui o link da referência].

Wing, J. (2006). Computational Thinking. Communications of the ACM, 49(3), 33-35. Disponível em: [https://doi.org/10.1145/1118178.1118215.].






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